
SOFIA
Abri tua blusa e a vista do fruto era simplesmente belo.
Seios fartos, firmes, fonte de desejo ali, ao meu dispor.
Eu, em direção ao caminho particular
Tracei meu plano num apalpo simples, único
Lacei-me naquele seio virginal
Fiquei preso entre um botão de flor e outro
Palavras de sussurros e gemidos faziam nossa trilha sonora...
Mapeie aquele corpo com a minha língua voraz, desejosa..
Uma impetuosa força armou-me o corpo e, prendi aquele frágil corpo ao meu...
Sufoquei aquela boca com um beijo fogo...
Tomei aquele corpo por inteiro...
Não existia nada além, que duas almas sedentas num quarto virgem.
Abri o vão misterioso e, logo estava dentro dela...
Que dor sentiu naquele prazer único?
Ela ofegava ao sentir-me por inteiro...
E, como rosa desabrochava madura - agora mulher.
Da garganta, o gesto típico de quem ali morreria, se possível, do prazer inexplicável.
Experimentou o amor, o liquido da vida, o transcendente...
Agora era mulher, pronta...
Radyr Gonçalves
Verão
21/05/2007
00:13
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