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Blog de Radyr Gonçalves

THE WORLD OF RADYR GONÇALVES É O CONJUNTO DA OBRA DE RADYR GONÇALVES QUE SE DESTACA POR ESCREVER EM MULTIPLOS ESTILOS E, PARA DIVERSOS PUBLICOS.
GravatarRADYR GONÇALVES, ESCRITOR , POETA, CONTISTA, PUBLICITÁRIO, UM CRIADOR GENIAL DE TEXTOS GENIAIS QUE O MUNDO PRECISA CONHECER... Érica Lélis- Consultora Publicitária

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Categoria: INFANTIL

Feriado

radyrpolly 29/11/2007 @ 22:51

oso-amoroso-descansando1.JPG 

Feriado é artimanha de brasileiro

É quando o sábado e o domingo caem no meio da semana

Por uma desculpa

Às vezes desculpável

Às vezes não.

 

Radyr Gonçalves

 

© 2007

Todos os direitos reservados

 

A Mosca

radyrpolly 29/11/2007 @ 22:35
mosca_da_fruta.jpg 
A mosca rói a rosca
E contamina cada via que transita
A mosca sebosa
Não usa roupas
Mais usa óculos escuro
E voa além dos muros
Não tem paradeiro
E por derradeiro
Pousa ligeiro na casca fétida da ferida do moribundo
Oh, Deus! Por que existe mosca no mundo?
 
Radyr Gonçalves
 
© 2007

A Rata Renata

radyrpolly 21/11/2007 @ 18:03

arvicola.jpg
 

A Rata Renata remendou a roupa da rainha de Roma

A Rata Renata se arrependeu de um ato praticado pelo um antepassado seu

A Rata Renata roeu o resto da rabanada do jantar real

A Rata Renata, coitada, se deu mal

O tataraneto do rato que roeu a roupa do rei de Roma

Colocou veneno na rabanada pra matar a rainha

E acabou matando sua amada, que também era sua prima

E acabou matando a Rata Renata, coitada!!

A Rata Renata remendou a roupa da rainha de Roma

E seu deu mal

Morreu após o jantar real.

  

Radyr Gonçalves

Copyright 2007

  

Iris

radyrpolly 28/10/2007 @ 16:22

 

 iris.jpg

 

Pequena, pequetuxa, pequenina
 Eis Íris moça menina
A correr pelo quintal
Corre menina e leva consigo o sonho colorido
Leva a pressa do destino
Leva o futuro nas mãos
Eis a rosa perfumada do jardim da eterna vida
Corre, corre pequenina
E espalha teu perfume de menina moça pelo mundo
E ensina o mundo a amar
Pequena, pequenina
Eis a relva do amanhecer da vida
Tão pequena, pequenina
Eis a flor do entardecer.
Radyr Gonçalves
copyright 2007

Iara menina

radyrpolly 25/10/2007 @ 14:52
iarasss.JPG
Corre, pula , dança, balança
Iara não cansa
Não quer descansar
 
Rir, chora, cai, extrapola
Iara não para
Iara não cala, moleca levada
Faz o tempo parar
 
De manhã da bom dia pro sol cintilado que responde animado
-- bom dia procê!!
A tarde e a noitinha a alegre menina borda e pinta
Pinta e borda
E se alguém der corda a Iara não para
A Iara não cala
Pula, estica, puxa, abre escala
Um segundo não para
É muito energia para um só ser.
 
 
Radyr Gonçalves
Copyright 2007
Escrito em 13 de novembro, primavera de 1995
 
 
 
 
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O cavalo Pangaré

radyrpolly 30/09/2007 @ 18:06
logo.jpg
O cavalo Pangaré
rir assim:
rá, rá, rá
ré, ré, ré
O cavalo Pangaré
pula pro lado, pula pra cima
e nao faz bé...
(nem podia)
o cavalo Pangaré
rir assim:
rá, rá, rá
ré, ré, ré
De tão lerdo e vagaroso, o coitado
não anda rápido
Rá, ré, rir assim o cavalo Pangaré.

Radyr Gonçalves

copyright 1986

10/08/1986

CLOCK, O RELOGINHO SOLITÁRIO

radyrpolly 14/06/2007 @ 16:10

clock.jpg

Clock era um reloginho despertador que morava numa cõmoda em um quarto de um velho solitário.
Solitário e ranzinza.
Clock era só.
Assim como o velho.
Clock não tinha com quem tri-rin-tin-tim!
Clock era só.
Não tinha amigos, não tinha vizinhos...
Não tinha amigos por nome de Plock, Block e Rocketer
Clock era apenas só...
Ele ficava de olhos arregalados espiando os astros que cintilavam nas negras noites de um cotidiano infindo.
Clock era só.
Sonhava em ser útil.
Sonhava ouvir alguém pronunciar seu nome: - Clock!
Sonhava em ter amigos por nome de Plock, Block e Rocketer.
Clock era só.
Sem Plock, sem Block e, sem Rocketer.
Clock era um reloginho comum que o velho razinza ganhou num sorteio.
O velho nunca dera importância ao reloginho despertador...
Que numa fria manhã de inverno marcou as horas da sua morte: 9:30
E Clock nem sentiu a morte do velho ranzinza.
Clock sempre estivera só...preso naquela cômoda empoeirada.
Sem mimos, sem carinho, sem atenção nenhuma.
Sem Plock, sem Block e, sem Rocketer.
Minutos foram, minutos vieram.
Horas foram , horas vieram.
E numa manhã quente de verão o coraçãozinho de Clock parou.
Precisamente ao meio dia.
E ali naquela triste e empoeirada cômoda morreu...
Com o tempo se desfez em ferrugem...pó.
Sem ninguém para prantear...
Sem ninguém pra deixar saudades...
Sem ninguém para tocar o último trim...
Sem parentes nem aderentes.
Sem Plock, sem Block e, sem Rocketer... que nunca existiram.

Em 31/12/2004 00:23

 Radyr Gonçalves

Copyright 2007