Feriado
Feriado é artimanha de brasileiro
É quando o sábado e o domingo caem no meio da semana
Por uma desculpa
Às vezes desculpável
Às vezes não.
Radyr Gonçalves
© 2007
Todos os direitos reservados
Feriado é artimanha de brasileiro
É quando o sábado e o domingo caem no meio da semana
Por uma desculpa
Às vezes desculpável
Às vezes não.
Radyr Gonçalves
© 2007
Todos os direitos reservados
A mosca rói a rosca
E contamina cada via que transita
A mosca sebosa
Não usa roupas
Mais usa óculos escuro
E voa além dos muros
Não tem paradeiro
E por derradeiro
Pousa ligeiro na casca fétida da ferida do moribundo
Oh, Deus! Por que existe mosca no mundo?
Radyr Gonçalves
© 2007

A Rata Renata remendou a roupa da rainha de Roma
A Rata Renata se arrependeu de um ato praticado pelo um antepassado seu
A Rata Renata roeu o resto da rabanada do jantar real
A Rata Renata, coitada, se deu mal
O tataraneto do rato que roeu a roupa do rei de Roma
Colocou veneno na rabanada pra matar a rainha
E acabou matando sua amada, que também era sua prima
E acabou matando a Rata Renata, coitada!!
A Rata Renata remendou a roupa da rainha de Roma
E seu deu mal
Morreu após o jantar real.
Radyr Gonçalves
Copyright 2007

Pequena, pequetuxa, pequenina Eis Íris moça menina A correr pelo quintal Corre menina e leva consigo o sonho colorido Leva a pressa do destino Leva o futuro nas mãos Eis a rosa perfumada do jardim da eterna vida Corre, corre pequenina E espalha teu perfume de menina moça pelo mundo E ensina o mundo a amar Pequena, pequenina Eis a relva do amanhecer da vida Tão pequena, pequenina Eis a flor do entardecer. Radyr Gonçalves copyright 2007
O cavalo Pangaré
rir assim:
rá, rá, rá
ré, ré, ré
O cavalo Pangaré
pula pro lado, pula pra cima
e nao faz bé...
(nem podia)
o cavalo Pangaré
rir assim:
rá, rá, rá
ré, ré, ré
De tão lerdo e vagaroso, o coitado
não anda rápido
Rá, ré, rir assim o cavalo Pangaré.
Radyr Gonçalves
copyright 1986
10/08/1986

Clock era um reloginho despertador que morava numa cõmoda em um quarto de um velho solitário.
Solitário e ranzinza.
Clock era só.
Assim como o velho.
Clock não tinha com quem tri-rin-tin-tim!
Clock era só.
Não tinha amigos, não tinha vizinhos...
Não tinha amigos por nome de Plock, Block e Rocketer
Clock era apenas só...
Ele ficava de olhos arregalados espiando os astros que cintilavam nas negras noites de um cotidiano infindo.
Clock era só.
Sonhava em ser útil.
Sonhava ouvir alguém pronunciar seu nome: - Clock!
Sonhava em ter amigos por nome de Plock, Block e Rocketer.
Clock era só.
Sem Plock, sem Block e, sem Rocketer.
Clock era um reloginho comum que o velho razinza ganhou num sorteio.
O velho nunca dera importância ao reloginho despertador...
Que numa fria manhã de inverno marcou as horas da sua morte: 9:30
E Clock nem sentiu a morte do velho ranzinza.
Clock sempre estivera só...preso naquela cômoda empoeirada.
Sem mimos, sem carinho, sem atenção nenhuma.
Sem Plock, sem Block e, sem Rocketer.
Minutos foram, minutos vieram.
Horas foram , horas vieram.
E numa manhã quente de verão o coraçãozinho de Clock parou.
Precisamente ao meio dia.
E ali naquela triste e empoeirada cômoda morreu...
Com o tempo se desfez em ferrugem...pó.
Sem ninguém para prantear...
Sem ninguém pra deixar saudades...
Sem ninguém para tocar o último trim...
Sem parentes nem aderentes.
Sem Plock, sem Block e, sem Rocketer... que nunca existiram.
Em 31/12/2004 00:23
Radyr Gonçalves
Copyright 2007