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Blog de Radyr Gonçalves

THE WORLD OF RADYR GONÇALVES É O CONJUNTO DA OBRA DE RADYR GONÇALVES QUE SE DESTACA POR ESCREVER EM MULTIPLOS ESTILOS E, PARA DIVERSOS PUBLICOS.
GravatarRADYR GONÇALVES, ESCRITOR , POETA, CONTISTA, PUBLICITÁRIO, UM CRIADOR GENIAL DE TEXTOS GENIAIS QUE O MUNDO PRECISA CONHECER... Érica Lélis- Consultora Publicitária

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Categoria: SÉRIE ALUÍZIO ALVES

Henrique chora a morte do pai

radyrpolly 19/08/2008 @ 04:39

 

De repente um silencio

De súbito uma lágrima

Que corre face a baixo e inunda a alma

Invadindo o recôndito do intimo

Um coração ferido

Um peito apertado

Uma dor não medida

Uma sentença única: A partida


 

Henrique chora a partida do pai

Um flash back verde em sua mente passa

As palavras de ouro

Os conselhos sem preço

A voz do velho pai

As corridas pelo tempo áfora

As trilhas de outrora

O povo, o canto, as vitórias

Os castelos de sonhos que o velho pai ergueu


 

Henrique ergue a cabeça e contempla a herança maior: A esperança incalculável!

...De repente um silencio.


 

 Radyr Gonçalves

13 de setembro de 2007

copyright 2007

Todos os direitos reservados

   

ALUÍZIO ALVES

radyrpolly 27/10/2007 @ 22:37
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Aluízio, Aluízio, o que se dizer do que se é completo?
Eis a política em forma de homem
A eloqüência viva
A mão acolhedora
Um coração verde que tremula ainda viva no seio forte do RN
Fostes pai de todos
Amigo dos muitos
Guerreiro de todos
Querido dos muitos
Fostes muito, velho Aluízio
A história que se conta agora tem enredo encenado:
O sertão do Cabugi
O dedo positivado
A bandeira verde
A saudação do povo
A tua voz rouca, cansada, no entanto, vibrante
Os agostos que se passaram
As letras que saltavam vivas do tiquetaquear da maquina datilográfica
A canção que se canta agora se faz eterna
E a tua mão trouxe mais que energia
Teu braço deixou mais que obras materializadas
Deixastes um legado militante
Deixastes verbos de saber
Deixastes o como fazer
De como tecer planos
De como recomeçar
De como usar o tema verde
De como amadurecer pensamentos verdes
De como hastear a bandeira verde
O silencio que deixastes agora
Só nos faz pensar no que se é grande, no que se é terno, no que se é eterno
No que se é justo
No que se é verde
O silencio que deixastes agora, não nos faz chorar de tristeza
Mais de saudade de alguém que sabemos que de alguma forma está eternamente perto
...E o verde se faz eterno junto contigo
      Radyr Gonçalves é poeta
                 Copyright 2007

Aluízio e a era verde

radyrpolly 27/10/2007 @ 16:35

aluizioalves.jpg

 

 

Um homem cheio de ferramentas mudou o mundo

Ele tinha na mão a força de ser independente

Tinha na alma o discurso simples

Falava o idioma do sertanejo calejado

Sabia da força da alma da gente

Tinha uma ideologia límpida

Compactou o seu tempo

Viveu a frente do seu tempo

Nos mostrou um tempo diferente

 

A era verde

A era do Bacurau

A era das comunicações

Da energia

A era das grandes metas

Das grandes realizações

Dos compromissos de homem

De homem verdadeiro

 

Um menino cheio de sonhos desenhou um RN novo

Pintou um quadro novo

Cravou um novo marco

Fez três séculos ser três anos

Com a sua inquieta e animosa mão

 

Foi-se a era das palavras fortes

Dos ventos do Cabugi

Da revolução dinâmica

Do canto cigano

Do velho cigano verde

Do velho cigano Alves.

  Radyr Gonçalves

copyright 2007

27 de outubro