Henrique chora a morte do pai

De repente um silencio
De súbito uma lágrima
Que corre face a baixo e inunda a alma
Invadindo o recôndito do intimo
Um coração ferido
Um peito apertado
Uma dor não medida
Uma sentença única: A partida
Henrique chora a partida do pai
Um flash back verde em sua mente passa
As palavras de ouro
Os conselhos sem preço
A voz do velho pai
As corridas pelo tempo áfora
As trilhas de outrora
O povo, o canto, as vitórias
Os castelos de sonhos que o velho pai ergueu
Henrique ergue a cabeça e contempla a herança maior: A esperança incalculável!
...De repente um silencio.
Radyr Gonçalves
13 de setembro de 2007
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Aluízio, Aluízio, o que se dizer do que se é completo?
Eis a política em forma de homem
A eloqüência viva
A mão acolhedora
Um coração verde que tremula ainda viva no seio forte do RN
Fostes pai de todos
Amigo dos muitos
Guerreiro de todos
Querido dos muitos
Fostes muito, velho Aluízio
A história que se conta agora tem enredo encenado:
O sertão do Cabugi
O dedo positivado
A bandeira verde
A saudação do povo
A tua voz rouca, cansada, no entanto, vibrante
Os agostos que se passaram
As letras que saltavam vivas do tiquetaquear da maquina datilográfica
A canção que se canta agora se faz eterna
E a tua mão trouxe mais que energia
Teu braço deixou mais que obras materializadas
Deixastes um legado militante
Deixastes verbos de saber
Deixastes o como fazer
De como tecer planos
De como recomeçar
De como usar o tema verde
De como amadurecer pensamentos verdes
De como hastear a bandeira verde
O silencio que deixastes agora
Só nos faz pensar no que se é grande, no que se é terno, no que se é eterno
No que se é justo
No que se é verde
O silencio que deixastes agora, não nos faz chorar de tristeza
Mais de saudade de alguém que sabemos que de alguma forma está eternamente perto
...E o verde se faz eterno junto contigo

