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Blog de Radyr Gonçalves

THE WORLD OF RADYR GONÇALVES É O CONJUNTO DA OBRA DE RADYR GONÇALVES QUE SE DESTACA POR ESCREVER EM MULTIPLOS ESTILOS E, PARA DIVERSOS PUBLICOS.
GravatarRADYR GONÇALVES, ESCRITOR , POETA, CONTISTA, PUBLICITÁRIO, UM CRIADOR GENIAL DE TEXTOS GENIAIS QUE O MUNDO PRECISA CONHECER... Érica Lélis- Consultora Publicitária

Se quiseres escrever-me

Preconceito

radyrpolly — 28-10-2007 GTM 1 @ 22:18

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Preconceito é um conceito de uma mente retardada

É um sentimento sem a mínima noção da lógica

Pretos, brancos, pardos, azuis e amarelos

Na realidade são vermelhos

Todo mundo é vermelho por dentro
Todo mundo é igual
Todo mundo é bicho gente
Mais nós, seres humanos, somos os únicos da espécie animal a fazer diferença entre cores e raças
Por que somos os únicos animais com estupidez suficiente para pensar de forma deselegante
Preconceito é pequenez de alma
Judeus, Árabes, Afros   
São tão iguais quanto católicos, Americanos, e Alemães
Mais nossa estupidez não deixa esse pensamento ser algo pratico
Preconceito não é crime
É tolice
Deveras, não se deve punir um preconceituoso
Deve-se ter misericórdia
Preconceito é flor murcha
É espinho solitário
É caminho ao abismo da eterna solidão
Preconceito é falta de luz
Por que negros, brancos, amarelos e azuis
São todos um único corpo
Que dá forma ao universo das múltiplas formas da criação de Deus.
Radyr Gonçalves
Copyright 2007

Iris

radyrpolly — 28-10-2007 GTM 1 @ 16:22

 

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Pequena, pequetuxa, pequenina
 Eis Íris moça menina
A correr pelo quintal
Corre menina e leva consigo o sonho colorido
Leva a pressa do destino
Leva o futuro nas mãos
Eis a rosa perfumada do jardim da eterna vida
Corre, corre pequenina
E espalha teu perfume de menina moça pelo mundo
E ensina o mundo a amar
Pequena, pequenina
Eis a relva do amanhecer da vida
Tão pequena, pequenina
Eis a flor do entardecer.
Radyr Gonçalves
copyright 2007

ALUÍZIO ALVES

radyrpolly — 27-10-2007 GTM 1 @ 22:37
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Aluízio, Aluízio, o que se dizer do que se é completo?
Eis a política em forma de homem
A eloqüência viva
A mão acolhedora
Um coração verde que tremula ainda viva no seio forte do RN
Fostes pai de todos
Amigo dos muitos
Guerreiro de todos
Querido dos muitos
Fostes muito, velho Aluízio
A história que se conta agora tem enredo encenado:
O sertão do Cabugi
O dedo positivado
A bandeira verde
A saudação do povo
A tua voz rouca, cansada, no entanto, vibrante
Os agostos que se passaram
As letras que saltavam vivas do tiquetaquear da maquina datilográfica
A canção que se canta agora se faz eterna
E a tua mão trouxe mais que energia
Teu braço deixou mais que obras materializadas
Deixastes um legado militante
Deixastes verbos de saber
Deixastes o como fazer
De como tecer planos
De como recomeçar
De como usar o tema verde
De como amadurecer pensamentos verdes
De como hastear a bandeira verde
O silencio que deixastes agora
Só nos faz pensar no que se é grande, no que se é terno, no que se é eterno
No que se é justo
No que se é verde
O silencio que deixastes agora, não nos faz chorar de tristeza
Mais de saudade de alguém que sabemos que de alguma forma está eternamente perto
...E o verde se faz eterno junto contigo
      Radyr Gonçalves é poeta
                 Copyright 2007

Aluízio e a era verde

radyrpolly — 27-10-2007 GTM 1 @ 16:35

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Um homem cheio de ferramentas mudou o mundo

Ele tinha na mão a força de ser independente

Tinha na alma o discurso simples

Falava o idioma do sertanejo calejado

Sabia da força da alma da gente

Tinha uma ideologia límpida

Compactou o seu tempo

Viveu a frente do seu tempo

Nos mostrou um tempo diferente

 

A era verde

A era do Bacurau

A era das comunicações

Da energia

A era das grandes metas

Das grandes realizações

Dos compromissos de homem

De homem verdadeiro

 

Um menino cheio de sonhos desenhou um RN novo

Pintou um quadro novo

Cravou um novo marco

Fez três séculos ser três anos

Com a sua inquieta e animosa mão

 

Foi-se a era das palavras fortes

Dos ventos do Cabugi

Da revolução dinâmica

Do canto cigano

Do velho cigano verde

Do velho cigano Alves.

  Radyr Gonçalves

copyright 2007

27 de outubro   

SAUDADE

radyrpolly — 26-10-2007 GTM 1 @ 14:01
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É letra que chora, dama que dança uma dança solitária num salão vazio
É pensamento vermelho, maduro, que se ler no escuro
É um porto abandonado
É uma flor sedenta de amor
Saudade é letra de canção
É razão desconhecida
É choro noturno
É alma abatida
É vela que revela uma luzinha no fim da trilha
É um abraço perdido no tempo
É saliva
São palavras
São ações desgovernadas
Saudade é bom mais doe demais como dor de amor
Que doe mais que qualquer dor
É choro, é riso, é surpresa de outubro
É presente, é passado é futuro atrasado
São as horas que ficaram no passado
E que a gente teima em querer fazer um conto presente
Saudade é um algo ausente
Que a gente sabe que ta bem ali.
     Radyr Gonçalves
                 Copyright  26 de outubro de 2007

Iara menina

radyrpolly — 25-10-2007 GTM 1 @ 14:52
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Corre, pula , dança, balança
Iara não cansa
Não quer descansar
 
Rir, chora, cai, extrapola
Iara não para
Iara não cala, moleca levada
Faz o tempo parar
 
De manhã da bom dia pro sol cintilado que responde animado
-- bom dia procê!!
A tarde e a noitinha a alegre menina borda e pinta
Pinta e borda
E se alguém der corda a Iara não para
A Iara não cala
Pula, estica, puxa, abre escala
Um segundo não para
É muito energia para um só ser.
 
 
Radyr Gonçalves
Copyright 2007
Escrito em 13 de novembro, primavera de 1995
 
 
 
 
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QUANDO UMA COISA NÃO É PRA SER!

radyrpolly — 24-10-2007 GTM 1 @ 14:36
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Quando uma coisa não é pra ser, mostra sinais que só os sábios sabem ver. É a flor que murcha no jardim do tempo. É a lua azul que se acinzenta. É a noite que chega. É a alma que cala. Quando uma coisa não é pra ser é nos avisado de antemão através de uma voz interna de, de um vídeo tape que passa e repassa as cenas de um dejavú ao contrario. Quando uma coisa não pra ser, vemos claramente o quadro do futuro pintado a nossa frente. Sentimos o perfume que exala um cheiro único da certeza do não ser. Quando uma coisa não é pra ser simplesmente é nos mostrado um mapa com todas as trilhas, com todos os nortes, e os seus sinais, por isso é sábio quem consegue ver isso. É nos mostrado claramente um sol de luz que nos abre os vãos de cada cômodo da nossa alma e nos conforta o coração, nos mostrando por que as coisas não são como queremos que sejam. Quando uma coisa não é pra ser a cortina se fecha, as luzes s e apagam, não há aplausos, nem bis. Não há espetáculo. As lagrimas rolam pelos pela nossa face, pensamos coisas desagradáveis, não conseguimos entender os porquês...mais sabemos previamente que não há de ser. Todos nós temos esse feeling místico de sabermos um certo algo no futuro. Ai vemos um quadro opaco. Uma imagem borrada. Uma cama virgem. Ai damos de conta que estamos sós. Sabe quando sabemos que  alguma coisa não vai da certo?  Sabe quando temos certeza que vamos perder algo. Inda que seja nosso único bem. Nossa pérola maior. Nosso diamante mais precioso. Nosso ouro fino. Sabe quando sabemos que o amor se vai porque não tem que ser. Borramos nossas retinas. Profundamente choramos. Lamentamos rios de dores. Mais temos a plena convicção de que não é pra ser. É isso. Aí, a noite se cala, e ouvimos aquela canção predileta. O silencio nos cerca. A respiração fica lenta. O coração se aquieta vencido. E a tristeza vira nota de canção ou poesia esquecida. Mais no fundo compreendemos que quando uma coisa não há de ser o universo nos avisa, com sua doce e suave voz...para o nosso bem.
Radyr Gonçalves
Copyright 2007

O dom de voar

radyrpolly — 17-10-2007 GTM 1 @ 20:26
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Voar é um dom natural
Abra os braços
Sinta-se além do chão que os seus pés pisam
Flutue, isto é um dom inerente a todos nós
Voar é possível
Contemple o horizonte azul
E tome o plano de vôo
Crie seu norte nesse espaço infinito
E voe
Voe além do sonho de Ícaro
Voe além do vôo da experiente águia
Voe além das nuvens de algodão
Voe além das barreiras impostas
Voe, não existe limites, nem impossíveis
Há não aqueles limites e impossíveis que você mapeia na sua trajetória alada.

Radyr Gonçalves
Copyright 2007-09-16

Este foi Radyr Gonçalves, te desejando paz, felicidade, saúde e harmonia, nesta tua jornada aqui na terra. Até breve e, lembre-se: É sempre possível construir um universo melhor...Começando pelo nosso universo interior. Até a próxima!

Patética loucura ou saudade embutida

radyrpolly — 16-10-2007 GTM 1 @ 18:58
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Apenas tinta moderna numa caneta esferográfica barata
É tudo que tenho, além de pasmos,
Mais tenho grilos, crio quadros, de lembranças, fotografias
Arranhões, cicatrizes que acordam em notas de musica lírica
Meu corpo saqueado de saudade, pede o desconhecido
O amor passou no peito feito furacão
A tinta da caneta, a pobre, alimenta verbos de querer, amar, poder, ficar, aqui
(Aqui não é verbo)
Devia ser
Eu aqui solitário
Tu aqui do meu lado
A tinta imaginação cria verso do nada
Alimento-me disso, dos verbos, dos riscos do pântano, abismos em versos
Estou, deveras, na fronteira entre a loucura poética e o corpo dela.
 
Radyr Gonçalves
Copyright 2003
Escrito em 13 de abril de 1998
 

CLASSIFICADOS

radyrpolly — 16-10-2007 GTM 1 @ 18:32

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Vendo um belo corpo
Olhos, verdes, lábios carnudos
Grandes e fabricados seios, mamilos espertos
Negocio made in Brazil
1,75
Pouco usado (dentro do limite do que se entende por pouco usado)
Preço módico, toque leve
Faço estripulias dentro da deserdem
Mostro tudo, tento demostrar amor
Amor de poucos instantes marcados
Profissionalizo-me em forjar o amor
Se forja o amor?
Se tenta forjar, forja-se
Mulher para homens de bom gosto
Pele dourada
Cabelo sol
Mulher pra cem, duzentos... para um par de talheres solitários
Menina impensada, solta aos dejetos dos outros, pobres outros
Linda menina
Que nua se veste de mulher
Quando não, de solidão.
Radyr Gonçalves
Copyright 2007